sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A Patela

Um local muito acometido por lesões no skate é o joelho. Sempre que pensamos em alguma lesão relacionada a esta área, logo nos vem à cabeça problemas em alguns dos ligamentos ou nos meniscos, mas outro componente do joelho que também apresenta um bom número de lesões é a patela.

A patela (antigamente conhecida como rótula) é um pequeno osso com aproximadamente 5 cm de diâmetro (em um homem adulto), de formato piramidal, que se articula com o fémur, cobrindo e protegendo a parte anterior da articulação do joelho e atua como um eixo para aumentar a alavanca do grande músculo quadríceps femoral (músculo da coxa), cujo tendão está fixado à tuberosidade tibial da perna.É um osso curto, do tipo sesamóide e apresenta uma camada de substância compacta revestindo a substância esponjosa.
A luxação da patela é a principal lesão ocorrida neste osso, onde seu deslocamento lateral é causa comum de instabilidade da articulação do joelho principalmente em adolecentes e adultos jovens.Quando a patela se desloca, o quadriceps relaxa e o joelho cede, muitas vezes o skatista cai no chão e a patela retorna espontaneamente a sua posição.

Clinicamente o diagnóstico é feito com base na instabilidade palpável da patela e tambem pelo “sinal do sentir” que ocorre quando o médico tenta o deslocamento lateral da patela e paciente fica apreensivo que segura a mão do examinador para evitar o deslocamento.
Caso isto aconteço com voce durante a sessão de skate, procure imediatamente um médico e após isso realize o trabalho de reabilitação até o fim, para ter uma volta segura ao skate.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Entrevista - Vinícius Evaristo

A palavra superação poderia ser usada como sinônimo para skate de todas as formas, desde superar o preconceito contra o skate antigamente, até se superar com uma manobra nova. A palavra superação também pode definir muito bem o perfil de alguns skatistas, que com sua vontade em andar de skate ultrapassam tudo. Um bom exemplo disto é Vinícius Evaristo, skatista profissional brasileiro que atualmente vive nos EUA, superando a distancia da sua terra natal e com muita determinação vem mostrando aos gringos seu trabalho beneficente com o skate e superando uma grave lesão no joelho, confira agora mais um pouco sobre Vinicius Evaristo.

Foto- Heverton Ribeiro


Nome: Vinicius Evaristo Tinoco
Idade: 27 anos
Tempo de Skate: 14 anos
Local: Ribeirão Preto, SP
Patrocínio: Next Up Foundation, InterSP Skateboard Demos E Genovesi Products.



SS- Você começou a andar de skate no interior de SP, conte-nos como foi este começo e quem eram suas influencias nesta época?
Foi no final de ano, mais precisamente Dezembro de 2004. O skate virou uma febre na rua onde eu morava e eu era o único que não tinha um. Daí como bom menino de periferia, fiz meus rolos e consegui montar um. Todos pararam menos eu, sempre me inspirei em pessoas que estavam ao meu redor, inspiração local mesmo. A maior inspiração era o Marcelinho Almeida.

SS- Fale um pouco sobre a Inter SP e o que ela representou na sua vida?
A InterSP foi se não a maior, uma das maiores metas realizadas e de mais valor na minha vida. Nós simplesmente fizemos um trabalho pioneiro no Brasil, fizemos muitas Demos pelo interior de SP e MG, muitos campeonatos de base, inclusive dois circuitos no interior. Nós éramos apenas um grupo de amigos com muita vontade de contribuir para a evolução do esporte e com boas idéias. Tínhamos nossa própria Skate Park, nossas próprias rampas e com tudo que fizemos, nós incentivávamos muitas pessoas. Nós nunca tivemos um Skate Shop e mesmo assim conseguimos cotas de patrocínio de várias marcas.

SS- Atualmente o skate é uma ótima ferramenta de inclusão social aqui no Brasil, com vários projetos sendo executados e apresentando ótimos resultados, me lembro que você foi um dos primeiros skatistas a dar aulas na FEBEM, como aconteceu esta oportunidade e como foi essa experiência?
Me impressiona bastante o tanto que você sabe sobre mim. Esta foi uma oportunidade que eu agradeço até hoje. Primeiro a Deus e em segundo ao Sandro Soares “Testinha”. O Sandro sabia da existência da InterSP e conhecia nosso trabalho. No momento não me lembro como aconteceu, mas o Sandro fez o convite. Ele desenvolveu o programa de skate na FEBEM e tinha a intenção de expandir o programa e me convidou, eu aceitei e tive uma das melhores experiências da minha vida. Logo mais estará acontecendo aqui no sul da Califórnia.


SS- Você fez parte do time da Urbanus, que tinha uma equipe de skatistas mais focados em andar na rua, como foi esta época e qual a sua melhor lembrança deste período?
Essa época foi muito divertida, fazer parte do time da Urbanus foi uma honra, especialmente ter Elton Shin como Team Manager. Infelizmente a marca era pequena mas com bastante identidade, foi muito bom fazer parte do mesmo time que Denilson Moraes e Marcus Vinícius “Kamau”. Uma das melhores lembranças daquela época era receber a cota da Urbanus em casa (risos), na verdade eu gostava muito de ir para Campo Grande e andar com os amigos de lá. Aquela cidade tem muitos picos bons e muitos skatistas bons também.

SS- Sua passagem para Pro aqui no Brasil foi em 2006, como foi este momento e o que mudou na sua vida a partir deste acontecimento?
Na verdade eu passei para Pro porque acredito que tinha experiência suficiente e técnica também. Em uma entrevista para a revista 100% (especial amadores) fui chamado de “Amador Profissional” pelo trabalho que fazia com a InterSP, o que me deixou muito feliz. Mas assim que passei para Pro eu vim morar nos EUA e não tive a oportunidade de construir uma carreira sólida no Brasil. Por este motivo ninguém no Brasa me conhece.

SS- O que o motivou a ir morar nos EUA e como foi esta mudança?
O motivo maior foram os vídeos, assim como todos, eu sempre assistia muitos vídeos e sempre quis morar aqui. Morar aqui pelo simples prazer de andar no asfalto preto e liso, morar aqui só para dar “Grinds” no concreto bom, morar aqui pelo amor ao skate, viver o Califórnia Lifestyle!
Esta mudança foi bem drástica, pois eu sabia que teria que trabalhar para me sustentar, pagar o aluguel, comprar comida e assim vai, mas nas horas vagas o skate consta e o prazer é muito grande.


SS- Como é a sua vida morando fora do país e quem são seus companheiros de sessão?
Agora eu trabalho 3 dias na 3Bros. Racing (Motorcycle Shop) em Costa Mesa e 3 dias entregando Pizza. Ando sempre com o Genovesi e com o Bozo, esses são os companheiros mesmo de sessão e sempre que tenho oportunidade ando com os manos do Brasa que moram aqui também.

SS- Em sua opinião qual a principal diferença entre o mercado de skate americano e o mercado de skate do Brasil?
Essa pergunta é bem famosa né! Bom a maior diferença é que o mercado do skate americano proporciona para o skatista profissional ter uma vida decente, digamos confortável, do jeito que o skatista merece ser tratado e no Brasil isso não acontece.
Isso devido a muitos motivos que se for escrever aqui vai tomar muito espaço, mas resumidamente é bem isso.

SS- Recentemente você sofreu uma lesão no joelho, conte um pouco sobre ela e como foi que isto aconteceu?
Foi na pista publica da Volcom, andando no Banks. Meu joelho esquerdo já estava lesionado e eu estava andando com o peso do corpo todo na perna direita, então fui dar um Blunt to Fakie e meus pés saíram do shape bem na hora que fui puxar o skate para voltar na transição. Pisei na transição com o pé direito e todo meu corpo veio para baixo em cima do joelho direito (que estava bom) e minha perna dobrou 90 graus para o lado de fora formando uma letra “L”. Foi assim que minha perna ficou, ao vivo, foi à pior coisa que eu já presenciei não gosto nem de falar!


SS- Fale um pouco sobre o momento da cirurgia e o longo período de tratamento até voltar a andar de skate?
Passei por duas cirurgias, a primeira para salvar o Menisco. Os médicos conseguiram dar uns pontos no Menisco e manter ele no meu joelho. Infelizmente não pude fazer o Ligamento Cruzado Anterior, pois ainda não tinha movimento de amplitude suficiente, minha perna ainda estava muito inchada, esta foi em 9 de Outubro de 2008.
A segunda foi em 4 de Dezembro para reconstruir o Ligamento Cruzado Anterior , neste dia tive que voltar para a emergência do hospital, pois os remédios contra a dor que eu tomava não estavam resolvendo nada e tinha muita dor, uma dor insuportável que me fez chorar muito. Então os médicos acabaram me dando 5 injeções de morfina na veia, foi horrível. Fiquei 10 meses sem tocar no carrinho, foi um período miserável na minha vida que me fez refletir bastante e tomar gosto por outras coisas alem do skate. Com esta lesão passei a soltar Pipa na praia (risos) e a praticar “Bikram Yoga” o que me ajudou bastante durante a recuperação alem da fisioterapia é claro.
Hoje em dia o meu joelho não é o mesmo de antes, pois meu corpo cria muito tecido de cicatrização (Scar Tissue) o que impede de dobrá-lo como antes e sinto minha perna ainda fraca comparada com a esquerda.

SS- Qual a sua dica para os skatistas que se encontram lesionados neste momento?
A minha dica é para que sigam todas as orientações médicas, pois eles sabem o que estão falando!
Sigam todas as orientações dos fisioterapeutas, pois eles são anjos da guarda e não se compare com outras pessoas que estão na mesma situação que você, pois não há regras para a recuperação. Uns se recuperam mais rápido enquanto outros se recuperam mais devagar, eu ainda estou me recuperando.

SS- Quais são seus planos para o futuro?
Meus planos para o futuro são fazer que minha fundação a “Next Up Foundation” ( www.thebesttrick.org ) seja bem grande e que possamos ajudar o máximo de crianças possível.
A Next Up Foundation é uma continuação do trabalho com skate na FEBEM que estou desenvolvendo aqui, e estaremos trabalhando a principio em Santa Ana com crianças carentes. E reativar os trabalhos com a InterSP o mais rápido possível.

SS F/S Flip Foto-Heverton Ribeiro


SS- O skate sempre nos leva a diferentes lugares, lugares até que nós nunca imaginamos estar, a onde você espera que seu skate ainda te leve?
Eu espero que o skate me leve ao final da minha vida com a sensação de que eu fiz o que tinha que fazer, e eu tenho certeza que isto vai acontecer pois estou trilhando o caminho certo!

Agradecimentos: Primeiramente a Deus por me dar saúde para continuar a batalhar pelas minhas metas, a meu pai por ser meu herói, minha mãe por toda a ajuda em toda minha vida e se não fosse por ela não estaria morando aqui, ela fez meu sonho se realizar. A família InterSp (muita saudade), Samantha e Andre Genovesi em especial por me estender a mão quando cheguei aqui e não sabia para onde ir nem o que fazer (ele foi meu guia), a todos que contribuíram para a fundação da Next Up Foundation, Bozo por estar comigo no dia que me lesionei e em geral todas as pessoas que de certa forma me ajudaram a fazer qualquer coisa, é difícil citar nomes

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Olimpíadas da Fundação Casa

Na tarde de ontem no Ginásio do Ibirapuera, aconteceu a IV Olimpíada Esportiva e Cultural da Fundação Casa, reunindo internos de várias unidades em apresentações e disputas de diferentes modalidades esportivas e atividades urbanas.
A sintonia era perfeita entre os participantes do evento e um clima de muita alegria e descontração tomou conta do ginásio, onde todos vibravam e aplaudiam a cada apresentação dos b.boys e b.girls ou a cada performance dos jogadores de streetball.
O skate foi outro grande atrativo, comandado por Sandro Soares "Testinha", que realiza um belo trabalho dentro da Fundação Casa levando o skate para os internos e mostrando para eles os benefícios deste esporte, ensinando lições que serão guardadas para o resto da vida.
No local foram expostos também shapes da campanha Prodecks Diamond Series e a integração de skatistas profissionais como Alexandre Chorão, Marcelo "Formiguinha", Sandro Sobral, Alexandre "Tizil", Aron Marcel, Vitor Sagaz, Márcio "Tarobinha" e Marcelo "Just" que interagiram com os internos durante as sessões e ensinaram os primeiros passos no skate para muitos deles.
Já no final do dia aconteceu um show com o rapper Slim Rimografia que levantou o público com rimas inteligentes e muitos beats, fechando com chave de ouro um evento brilhante.
Este evento foi dedicado a um amigo, que conheceu os dois caminhos, no caminho do bem (skate) fez amigos, um deles seu fiel escudeiro, Sandro Testinha e muitos outros. Em certo momento pegou um atalho, o errado, seguindo o caminho do mal, e como morador de rua morreu esfaqueado a poucas quadras de onde ele andava de skate e onde corria pelo certo.
Esse evento foi para o skatista e amigo, SPANTO, descanse em paz, onde estiver.
Muitas manobras de impacto aconteceram durante as demos, mas com certeza a principal foi diminuir o sofrimento desses internos (crianças e adolescentes), ao menos que por um dia.
video
Para nós do Skate Saúde foi uma honra participar de um evento como este e poder colaborar com uma causa tão nobre, agradeço de coração o convite e torço para reencontrar logo estes jovens andando de skate, só que agora pelas ruas do mundo.
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A Pliometria e o Skate

Sabemos que o skate é um esporte predominantemente anaeróbico (curta duração e alta intensidade) e de auto-impacto devido à grande quantidade de saltos durante a pratica, que trás muitos benefícios físicos e mentais aos seus praticantes, mas como em qualquer outro esporte temos também um elevado risco de lesões. Uma das formas para se prevenir estas possíveis lesões é aumentando a força e a resistência muscular, alem da amplitude e biomecânica do movimento o que automaticamente vai ajudar a melhorar o pop das manobras, realizando as mesmas com uma altura cada vez maior.

Rodrigo Gerdal BS Nollie Foto-Pablo Vaz

Tanto no treinamento como para a reabilitação de skatistas podemos utilizar uma técnica chamada Pliometria que consiste em uma forma de exercício que busca a máxima utilização dos músculos em movimentos rápidos e de explosão. Seu conceito baseia-se na exploração do músculo em sequências de contrações excêntricas e concêntricas buscando a otimização do mesmo.
As ações dos músculos em práticas de esforços rápidos semelha-se ao comportamento de uma mola, contraindo-se e liberando sua força acumulada. Os exercícios pliometricos buscam a consciência do praticante da melhor forma de utilização desta impulsão de força, permitindo aprimorar as técnicas de atividades como o salto (ollie), já que apóia-se no trabalho de velocidade e explosão, muito utilizado em diversos esportes, como por exemplo basquete, vôlei e o skate. A biomecânica da pliometria não é complexa, resume-se na criação de uma reação oposta a ação prévia, dando-lhe uma maior velocidade, na busca do aproveitamento da energia produzida.Esse tipo de treinamento inclui saltos e saltitos que aproveitam os ciclos de contração e relaxamento para aumentar a potência muscular. Iniciam-se com um rápido alongamento de um músculo (fase excêntrica) seguido de uma rápida contração do mesmo músculo (fase concêntrica). Também não é necessário o uso de pesos para a execução desta atividade, podendo-se usufruir do peso do próprio corpo como sobrecarga.

Para obter sucesso com a pliometria no programa de treinamento é necessário fazer algumas considerações como a escolha dos exercícios que devem refletir as demandas específicas da modalidade esportiva (princípio da especificidade) e a técnica de execução é extremamente importante, devendo o skatista aprender o padrão correto do movimento antes de treiná-lo.
Consulte sempre um Educador Físico habilitado pelo CREF antes de iniciar qualquer tipo de treinamento, melhore sua condição física e principalmente a altura de suas manobras e a performance no skate, evoluindo cada vez mais.
Participem da promoção Skate Saúde X Promodel Diamond Series, respondendo a pergunta “Qual a importância do Promodel no mercado brasileiro de skate?” pelo twitter ( www.twitter.com/skatesaude ) até o dia 06 de Novembro, a melhor resposta leva um model espelho do Fábio Sleiman customizado pelo artista Fabiano Lokinho.Participem!
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Tipos de fratura

Infelizmente ainda é muito comum no skate, vermos skatistas com algum osso do corpo quebrado, devido às constantes quedas e acidentes como ocorrem em qualquer esporte.
Anteriormente fizemos um texto falando sobre fraturas, e hoje vamos nos aprofundar mais neste tema explicando e exemplificando os principais tipos ou personalidades de fratura e assim termos uma melhor noção caso nos deparemos com alguma delas na sessão.
A fratura é a quebra total ou parcial de um osso, provocada na maioria das vezes, por uma ação brusca e violenta. Elas podem ser fechadas (tipo mais comum) ou expostas, que são os casos em que há comunicação com o ambiente externo e laceração da pele com exteriorização da extremidade fraturada.

A fratura por avulsão é a retirada por forte tração, ou dilaceramento de um pedaço de osso, com relação ao osso principal.

A fratura com impactação é a fratura na qual os fragmentos fazem saliência, uns para dentro da fratura e outros para fora.

Já a fratura linear simples é caracterizada por uma relação em linha reta dividindo o osso em duas partes.

E por fim temos a fratura cominutiva que acontece quando há mais de uma linha de fratura dividindo o osso em três ou mais partes.
Há ainda as fraturas por estresse, que acontecem quando o osso é submetido repetidamente a uma carga superior a seu limiar, mesmo que não sofra uma ruptura logo de cara.
As fraturas também podem ser consideradas de acordo com sua orientação. Um skatista pode sofrer um problema transversal, oblíquo, espiral ou segmentar (mais de uma fratura em um mesmo osso).
Caso aconteça qualquer queda com suspeita de fratura estabilize e evite mover o local afetado e procure imediatamente um médico, que com auxilio de exames de imagem poderá dizer qual o tipo de fratura ocorreu.
E continua valendo a promoção Skate Saúde X Promodel Diamond Series, para participar basta nos seguir pelo Twitter (www.twitter.com/skatesaude).
Lembre-se: ande de skate, evolua e divirta-se.